Em 2024, o cacau viveu uma das maiores altas da história das commodities agrícolas. Uma crise de oferta do outro lado do mundo abriu uma janela rara para o produtor brasileiro.
O cacau é a matéria-prima do chocolate, e em 2024 o preço dele explodiu. Os contratos futuros em Nova York atingiram o maior valor da história, algo que não acontecia em escala parecida desde os anos 1970. Para quem produz, foi a diferença entre sobreviver e prosperar.
Por décadas, a Bahia foi sinônimo de cacau no Brasil. Até que a praga da vassoura-de-bruxa, nos anos 1980, devastou as lavouras e derrubou a competitividade nacional. A virada veio do Pará, com genética melhorada, solo fértil e manejo tecnificado, que hoje rende quase três vezes mais por hectare do que a média baiana.
Com o preço recorde, os produtores voltaram a investir. No sul da Bahia, há quem busque saltar de 22 para 80 arrobas por hectare em poucos anos, recuperando áreas antes abandonadas. É um setor em reconstrução, e em alta.
Preço recorde faz o produtor voltar a investir, pelo Mercado do Cacau
Tabaco, café e cacau contam três histórias diferentes do mesmo agro de margem. Veja como elas se conectam.
Fontes desta página: Reuters via TradingView (recorde de preço em dezembro de 2024), ICCO (déficit e preços de fechamento de 2024), Agência Pará (produção e liderança do Pará), CNA Brasil (panorama brasileiro e Inova Cacau 2030), Mercado do Cacau (retomada de investimento na Bahia). Os picos de preço variam conforme a data e a praça de negociação.