Cultura de alto valor · Café

Café: o produto brasileiro que virou ouro em 2025

O preço do café arábica bateu a máxima da história em 2025 e rompeu um teto que resistia desde 1977. Por trás da xícara está um país que reina no setor. E o Paraná tem uma história profunda com esse grão.

Por que é alto valor

Líder mundial, num ano de preço recorde

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, dono de cerca de 38% da produção global. Em 2025, a oferta apertada e a demanda firme empurraram os preços para um patamar que ninguém tinha visto antes. O café virou um dos ativos agrícolas mais comentados do planeta.

Os números do café

O ciclo de preço recorde

US$ 4,30/lb
foi a máxima histórica do café arábica na bolsa de Nova York, em fevereiro de 2025. O recorde anterior, de US$ 3,39, resistia desde 1977.
Perfect Daily Grind
R$ 2.769
foi o preço da saca de 60 kg de arábica em fevereiro de 2025, o maior valor nominal da série histórica do CEPEA/ESALQ-USP.
CEPEA-ESALQ/USP
US$ 14,7 bi
foi a receita recorde das exportações brasileiras de café no ano-safra 2024/25, puxada pelo preço, mesmo com um volume menor.
Cecafé via DatamarNews
~38%
da produção mundial de café é brasileira. O país colheu cerca de 66 milhões de sacas na safra 2024/25 e segue na liderança isolada.
USDA via DatamarNews
O que move o preço

Clima ruim, estoque no fundo e falta de café no mundo

A disparada não foi sorte. A seca e o calor forte de 2024 atrapalharam a florada do arábica e encolheram a safra 2024/25. Os estoques globais certificados caíram para a mínima de quase dois anos. E o mundo acumula anos seguidos de déficit de arábica. Menos café disponível, com gente querendo comprar, significa preço alto e prêmio para quem produz com qualidade.

Café e Paraná

De capital mundial do café à Geada Negra

O Paraná já foi o coração cafeeiro do Brasil. Londrina ganhou o apelido de capital mundial do café nos anos 1960 e 1970, e em 1975 o estado chegou a colher cerca de metade da produção nacional. Tudo mudou em 18 de julho de 1975, com a Geada Negra, que dizimou os cafezais e empurrou a cafeicultura para o Sudeste.

Hoje Minas Gerais domina a produção, mas a memória técnica do café no Paraná continua viva. E o ciclo de preços altos recoloca a cultura no mapa das oportunidades.

A Geada Negra de 1975, pela Exame

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Fontes desta página: Perfect Daily Grind (recorde do arábica em fevereiro de 2025), CEPEA-ESALQ/USP (preço da saca), Cecafé via DatamarNews (receita de exportação 2024/25), USDA via DatamarNews (produção e fatia global), Exame (história do café no Paraná).